the optimistic

         (living in a glasshouse)

terça-feira, 26 de março de 2013

Algumas notas sobre música.

Já há algumas semanas venho querendo escrever um bocado sobre coisas que tenho ouvido. Sem tempo, acabei atrasando e agora perdi as notas mentais para boa parte do que queria escrever. Resolvo, então, escrever pequenas notas. Só pra ficar o registro. Coisas que tenho ouvido (bastante).

Mika - The Origin of Love (2012)




Desde Grace Kelly que sou fã do Mika. Aquele piano, a gritaria, a voz fina e o escracho da música de estreia do libanês-britânico me agradaram de cara. Demorei muito tempo a conseguir o primeiro álbum (Life in Cartoon Motion) e, quando consegui, o disco ficou rodando no meu player durante muito tempo. Assim, não foi sem um pouco de decepção que recebi o segundo disco (The Boy Who Knew Too Much). Entenda, quando o material é bom, não ligo muito para mais do mesmo. Poderia ser esse o caso na relação LiCM e TBWNTM. Mas não foi. Achei o segundo disco muito "variações sobre o mesmo tema" e a cara de pau parecia ser tão grande, que tinha a impressão que até a ordem das músicas nos dois discos era igual. Claro que tinha Blame it On The Girls e uma ou outra coisa legal. Com o tempo até me acostumei mais ao disco, mas, ainda assim, até hoje acho muito fraco.

Assim, não foi com o maior dos entusiasmos que resolvi escutar The Origin of Love. A primeira faixa causou estranheza. Autotune? Enfim, a segunda (Lola) me abriu um sorriso e lá por Underwater o disco já me havia conquistado. A faixa-títutlo-inicial é uma das músicas que mais escuto já há alguns meses. A impressão que tenho é de que The Origin of Love representa uma espiral na carreira do cantor. Um retorno que, ao mesmo tempo, é um avanço. E mesmo o ponto baixo de TBWNTM pode ser encarado como um período necessário de amadurecimento antes de produzir esse que, na minha opinião, é o melhor disco do Mika até o momento. Alternando momentos mais histéricos (como a deliciosa Emily - não deixe de conferir a versão francesa Elle me Dit!) com introspecções gostosas como Underwater, o disco segue com uma coesão e uniformidade digna do primeiro álbum e até o supera. Uma dica: procure pela versão francesa do disco. Além das 13 faixas do original regular, há um EP com algumas canções em francês pelo cantor. Só acrescenta. Por fim, destaque para o clipe gracinha-choroso de The Origin of Love, com locações interessantes em Santiago e referências marotas a Laranja Mecânica e outros ícones da cultura pop.


Kavinsky - Outrun (2013)





Um dos melhores filmes que assisti nos últimos tempos é Drive (Refn, 2011). Sem entrar em muitos detalhes da qualidade do filme, acho que a melhor definição seria um mash-up entre Sofia Coppola e Tarantino. (Não, você não leu errado. E se não consegue imaginar isso, melhor ver o filme). Boa parte do seu sucesso em criar ambientes, climas e atmosferas vem de sua trilha sonora. Amplamente baseada em sintetizadores e elementos eletrônicos, a trilha acrescenta um peso a estética retrô do filme. Dentre as músicas se destaca Nightcall do francês Kavinsky (com uma integradíssima participação da brasileira Lovefoxxx). Encantado com o o ritmo narcótico, a batida marcante e os vocais arrastados tratei de procurar mais do tal de Kavinsky. Descobri que o primeiro album, Outrun (2013) havia saído no início desse ano - com a presença de Nightcall.

Outrun é um disco estranho. E, entenda, esse é um grande elogio. O tempo todo a impressão é de se estar ouvindo uma grande trilha sonora para um filme de carros. Um filme dos anos 1970/80 sobre carros. Tal impressão não é fortuita ou gratuita, cada elemento eletrônico, sintetizador e vocais parecem ser pensados com o propósito de emular corridas de carros e situações correlatas. Assistindo o clipe do primeiro single, Protovision, (ver acima) tal ideia fica ainda mais evidente. O album é construído em cima de climas e ambientes melódicos que alternam entre o frenesi de uma corrida de carro, a tensão de uma perseguição a um passeio bad-ass em um velho cadilac. Não é para todos os gostos, mas definitivamente é muito divertido. Destaque para a própria Nightcall e Testarossa Autodrive. Um álbum de música eletrônica para quem não acha que música eletrônica é apenas "feita pra dançar".

phillcss - 20:54:00


-:-:-

Eu.

Philipe

Campos - RJ

Ficção e não-ficção.


Leio:

Green Plastic
Omelete.
Cronicalidades.
Martini Seco.
Hel Looks.
Cafeína.
Cotidianidades.
Perto do Coração Selvagem.
Vida na Islândia.
Amor e Hemáceas.
Actions e Comics.

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