the optimistic

         (living in a glasshouse)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Divulgado o IDEB das Escolas do Rio de Janeiro

Interessantíssima a lista divulgada pelo jornal O Dia no dia de ontem. Vejam. Ainda que toda forma de rankeamento seja parcial e sofra de deficiências em termos analíticos, acho os resultados bastante indicativos do que acontece na educação do Estado do Rio de Janeiro. Mais interessante ainda é o que acontece em Campos.

Na lista das melhores escolas do 1 ao 5 ano, simplesmente não há NENHUMA escola de um dos municípios mais ricos (talvez o mais rico) do Estado: Campos. Lembremo-nos de que a educação de 1-5 ano é função municipal e, em Campos, pouquíssimas são as escolas estaduais que oferecem essa modalidade. Por outro lado, na lista das 100 piores escolas, nada mais, nada menos do que 26 escolas são de Campos. Ou seja, mais de 25% dos piores resultados do IDEB são de Campos!!!

Detalhe: a escola que figura em primeiro lugar nessa lista das piores, foi meu local de trabalho de março a maio desse ano. Eu trabalhava com o 2 segmento (6 ao 9 ano). Mas eu via o que acontecia lá: não havia papel para as professoras trabalharem com os alunos; era necessário quotizar papel e pagar do próprio bolso. Fora as goteiras, ausência de brinquedos e materiais auxiliares, início do ano letivo com mais de 6 (sim, SEIS) turmas sem professores, portas com cabeças de prego expostas e por aí vai. Tudo isso com uma clientela extremamente pobre e dependente não apenas de benefícios sociais, mas também de instituições.

Eu ficava sempre com um pouco de pena e sensação de impotência frente a situação das crianças. Apesar de a escola, felizmente, possuir um grupo de professores e direção altamente empenhados e comprometidos, a estrutura restringia em muito qualquer tipo de ação. Mesmo no segundo segmento os problemas eram graves. Havia duas turmas de 5 série com cerca de 38 alunos cada. Quando nós, professores do 2 segmento, questionamos à supervisão se poderiamos dividir em três turmas, recebemos a resposta de que o que determina a quantidade de alunos em turma é o TAMANHO DA SALA DE AULA. Questiono: que tipo de educação pode vir nessas condições?

Para finalizar, confrontrando a lista com os discursos propagados, repito: só conhece o estado da educação do Rio de Janeiro quem nela trabalha.

The Optimistic - 14:31:00


-:-:-

Eu.

Philipe

Campos - RJ

Ficção e não-ficção.


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Martini Seco.
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