Tempo, espaço e espaço-tempo.
Acho que desde sempre tive essa vontade de pular etapas, de queimar eventos antes do seu momento. Sempre senti vontade de ir além do meu tempo. Não o tempo em que vivo, não a contemporaneidade. Quando digo "meu tempo" digo a fase que vivo, o momento em que me encontro, o lugar em que me encontro.
Lugar. Ainda há pouco estudava um dos maiores problemas epistemológicos da geografia: encontrar um método analítico suficiente que não dissocie espaço de tempo. A constituição suficiente do que chamamos de espaço-tempo. Que são inseparáveis, ninguém discute. E são inseparáveis na unidade que possuem. Se são unos nos permitimos tomar um pelo outro. Quem, ao ser perguntado sobre a distância de um lugar ao outro, nunca respondeu algo do tipo: "uns cinco minutos de caminhada"? Assim como, quem, ao ser perguntado sobre a época em que algo ocorreu, nunca respondeu algo do tipo "na época em que"... e completou com uma descrição de um lugar?
Então, agora venho discursar sobre o lugar em que me encontro. Seria lugar ou seria tempo? Meu lugar em sua acepção mais vulgar de espaço físico não me incomoda. Talvez, uma ideia de lugar enquanto conjugação de práticas, vivências, virtualidades e possibilidades. Um lugar que é só meu. Mas toma-se tempo para se mudar de lugar. Ou traduzindo em termos temporais-espaciais, é necessária uma longa caminhada para mudar de tempo. Acontece que eu sempre quero dois passos a frente. Sempre quero dois dias a frente.
Fica a sensação de ansiedade perene.
Dizem que o tempo pode aniquilar o espaço. Comprimir o espaço. Velocidades altíssimas que reduzem as distâncias, ao menos, em termos virtuais. E virtual aqui nada tem a ver com o meio cibernético. Virtual como aquilo que tem potencial, mas ainda não é. Ocorre que espaço não é apenas distância; possui outras propriedades: ausência, presença, inclusão, exclusão, segregação... Na minha busca por velocidade, posso aniquilar certas distâncias - jamais o espaço! E creio que até já aniquilei algumas. Mas fica sempre algo amarrado, algo preso. Aquelas outras propriedades do espaço, do meu lugar, que não posso aniquilar. É por essas que me reclamo.
Quem quer rapidez, vai de metrô, mas perde a paisagem. Talvez, seja o momento de começar a valorizar os carros de superfície. E, contemplando a paisagem, valorizar meu espaço atual. Valorizar o espaço que é a paisagem animada pela vida.
Lugar. Ainda há pouco estudava um dos maiores problemas epistemológicos da geografia: encontrar um método analítico suficiente que não dissocie espaço de tempo. A constituição suficiente do que chamamos de espaço-tempo. Que são inseparáveis, ninguém discute. E são inseparáveis na unidade que possuem. Se são unos nos permitimos tomar um pelo outro. Quem, ao ser perguntado sobre a distância de um lugar ao outro, nunca respondeu algo do tipo: "uns cinco minutos de caminhada"? Assim como, quem, ao ser perguntado sobre a época em que algo ocorreu, nunca respondeu algo do tipo "na época em que"... e completou com uma descrição de um lugar?
Então, agora venho discursar sobre o lugar em que me encontro. Seria lugar ou seria tempo? Meu lugar em sua acepção mais vulgar de espaço físico não me incomoda. Talvez, uma ideia de lugar enquanto conjugação de práticas, vivências, virtualidades e possibilidades. Um lugar que é só meu. Mas toma-se tempo para se mudar de lugar. Ou traduzindo em termos temporais-espaciais, é necessária uma longa caminhada para mudar de tempo. Acontece que eu sempre quero dois passos a frente. Sempre quero dois dias a frente.
Fica a sensação de ansiedade perene.
Dizem que o tempo pode aniquilar o espaço. Comprimir o espaço. Velocidades altíssimas que reduzem as distâncias, ao menos, em termos virtuais. E virtual aqui nada tem a ver com o meio cibernético. Virtual como aquilo que tem potencial, mas ainda não é. Ocorre que espaço não é apenas distância; possui outras propriedades: ausência, presença, inclusão, exclusão, segregação... Na minha busca por velocidade, posso aniquilar certas distâncias - jamais o espaço! E creio que até já aniquilei algumas. Mas fica sempre algo amarrado, algo preso. Aquelas outras propriedades do espaço, do meu lugar, que não posso aniquilar. É por essas que me reclamo.
Quem quer rapidez, vai de metrô, mas perde a paisagem. Talvez, seja o momento de começar a valorizar os carros de superfície. E, contemplando a paisagem, valorizar meu espaço atual. Valorizar o espaço que é a paisagem animada pela vida.
Marcadores: espaço, espaço-tempo, geografia, reflexões, Tempo, umbigo
The Optimistic - 16:09:00
-:-:-
1 Comments:
que texto chato!
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