VDA - Viciados em Drama Anônimos (ou Fazendo a Amy Winehouse).
Talvez, um certo pessimismo exagerado colabore para uma tendência em duvidar de qualquer alegria que possa vir a acontecer-me. Uma pequena neurose (a la Woody Allen, claro), uma vontade, uma necessidade de um pequeno drama para fazer a vida mais forte, mais presente, mais sensível. Drama puro, em suma. Algo semelhante aos narcóticos que necessitam de drogas (em doses cada vez maiores) para sentirem. Sentirem o quê? Sentirem.
Tudo protegido pelo escudo do inconsciente - que, aliás, é uma das melhores invenções da ciência moderna: tudo pode ser escondido, culpado e acusado nele. Mas a existência dessa ação inconsciente é consciente! Procuro, então, me policiar, certas vezes, para não resvalar numa negação completa da felicidade.
Loucura? Comecei a atentar para certo dito. Diz-se em um filme que muito gosto: "Após certos acontecimentos, você não deixa a felicidade entrar sem uma revista completa". Bingo! Não seria isso? Depois de tanta porrada, fica mais difícil aceitar que qualquer coisa seja felicidade. Não seria apenas mais um engano? Mais um passo errado? Obviamente, a coisa toda pode descambar para a paranóia generalizada e - ai, meldels! - happiness never more (nor in neverland). Apenas, que há certo sentido em sentir certo medo dela.
No mais, quem não tem medo do desconhecido que atire a primeira pedra, mas cuidado que de telhados de vidro o mundo está cheio. Afinal, quando quando vem a felicidade, normalmente, está associada a fatos novos, realidades novas. Novidade é (quase) sempre desconhecida. E o desconhecido mete medo.
Marcadores: reflexões, umbigo, Vanilla Sky, woody allen
The Optimistic - 14:13:00
-:-:-
2 Comments:
Oi, meu nome é Gabriel e eu também sou viciado em drama.
alguém já disse que o seu blog é mto bom?
talvez eu mesmo, anteriormente / abs
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