the optimistic

         (living in a glasshouse)

sábado, 26 de julho de 2008

A Casa dos Espíritos

Um dos meus filmes favoritos é "A Casa dos Espíritos". Sem querer discursar muito sobre o filme, uma das coisas que mais gosto é uma conclusão que a Blanca abre no início do filme e que só é plenamente compreendida ao final. Diz ela logo no início do filme:

"Nossa memória é frágil. Uma vida é um tempo muito breve. Tudo acontece tão rápido que não dá tempo de entender a relação entre os acontecimentos".

E ao final compreende que apenas após certo distanciamento ela consegue perceber essa conexão entre os fatos.

Cada vez mais tenho essa percepção. Mesmo no curto prazo, certas coisas começam a fazer sentido somente após algum tempo. Assombroso como cada vez mais sinto isso e como cada vez mais proporciona um efeito de tranqüilizar os sentidos e até amortecer certos impactos. Que, ao menos, entender, em certos momentos, já é melhor do que a incompreensão total. Muitas vezes basta esperar para que se revelem os verdadeiros propósitos ou conseqüências no futuro. Onde as conexões serão não estabelecidas - já foram há muito tempo, porém, compreendidas.

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The Optimistic - 03:43:00 0 comments


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A Rosa Púrpura do Cairo - de novo.

Reassistindo o final de "A Rosa Púrpura do Cairo" pela ducentésima vez, veio-me uma idéia que nunca antes havia pensado. Cecília troca a personagem do filme pela sua contraparte real. Abandona a fantasia pela solidez da realidade. E tudo cai aos pedaços. Será que estamos tão obcecados pela realidade que desenvolvemos uma espécie de escudo anti-fantasia? Será que volta e meia não é melhor viver a fantasia? De certo, os momentos mais felizes da vida dela foram os que fantasiou. Seja apenas contemplando (suas longas sessões de cinema), seja vivendo a fantasia (o namoro com a personagem do filme). O que fazer?

Alternativa (1)
Será que a realidade sempre é melhor? Mesmo quando dói, machuca e deixa marcas no rosto?
Alternativa (2)
Ou será que vale a pena viver no faz de conta pra ser feliz? Afinal, não seria a felicidade a busca última de qualquer ser humano? (Venha ela por que via for).

No momento, sinceramente, não consigo ver nada contra a Alternativa (2).

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The Optimistic - 03:35:00 0 comments


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segunda-feira, 7 de julho de 2008

felicidade clandestina.

hoje fiquei tão feliz que tive vontade de gritar para o mundo. talvez dançar. não sei. ainda to vibrando por dentro. e olha que foi coisa boba. mas foi felicidade grande.

The Optimistic - 21:47:00 1 comments


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Eu.

Philipe

Campos - RJ

Ficção e não-ficção.


Leio:

Green Plastic
Omelete.
Cronicalidades.
Martini Seco.
Hel Looks.
Cafeína.
Cotidianidades.
Perto do Coração Selvagem.
Vida na Islândia.
Amor e Hemáceas.
Actions e Comics.

Recentemente:
|Algumas notas sobre música.|
|Go, Spidey!|
|A quem interessa o meu umbigo?|
|Tempo.|
|Se arrependimento matasse...|
|O Diário do Clima.|
|Não pense que te quero mal, apenas não te quero ma...|
|O criador e a criatura (não necessariamente nessa ...|
|Before Midnight (2013).|
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