the optimistic

         (living in a glasshouse)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

the outsiders

We've seen some change
But we're still outsiders
If everybody's here
Then hell knows
We ride alone
(Franz Ferdinand - The Outsiders)
Sorri verdadeiro muitas vezes. E nem mesmo me importei de nublar a mente por uma vez ou outra, simplesmente para esquecer de minhas idéias tão tolamente levantadas pela suspeita e nada mais do que isso. Então, depois, voltei a sorrir e mesmo que o mesmo do mesmo e sempre o mesmo sentimento retornasse, era diferente. Era menos rasgante: já não me sentia tão deslocado. Não tão outsider quando há sete ou oito anos atrás. Não porquê houvesse um aconchego maior ou veracidade mais forte no que vivenciava. Não porque tenha finalmente entendido que sou mais um. Não, ainda não entendi nada disso. Apenas que talvez, o tempo venha embutido com essa válvula que aos poucos libera a pressão e desanuvia o espírito. Pouco posso me enganar a esse respeito: ainda que esteja aqui (e, quem sabe, nunca se irá), já diminui a força desse sentimento tão ingrato.

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The Optimistic - 03:25:00 0 comments


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sábado, 15 de dezembro de 2007

Inutilidades.

Já que falei abaixo sobre o que eu não gosto. Vamos falar do que gosto.

Adoro a décima oitava hora do dia.
Adoro quintas-feiras.
Adoro dias trinta e um (mês de trinta dias me parecem incompletos).
Adoro mês de novembro.

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The Optimistic - 21:13:00 0 comments


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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Quando dezembro acabar...

Vem janeiro. Sempre me assombra esse "01" me espiando à porta. Afora o calor de dezembro que dobra a esquina do ano e rompe certeiro o mês seguinte, trazendo irritação, desconforto e desânimo, janeiro sempre me é sinônimo de solidão. Das violentas e involuntárias. Mês de conviver, invariavelmente, comigo (no pior sentido possível) e malgastar pontos fracos, feridas mal curadas e exercitar uma paciência que não tenho.

É mês de ansiedades e expectativas que se elevarão até desabarem vítimas do peso-próprio, frustrações, dias inúteis, tempo não muito bem gasto. Sempre sinto a vida meio que suspensa pelos fios do calor úmido. Tem uma cara de "pause" quando tudo que eu sempre quero é um "fast foward". Vejo-me ainda mais limitado e me levanto em rompantes de rebeldia silenciosa. Revoluções interiores me aguardam - sempre para fracassar.

Meu mês sempre perdido, odeio janeiro.

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The Optimistic - 01:26:00 1 comments


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domingo, 9 de dezembro de 2007

Matemática pura e aplicada.

A matemática nos ensina que, independente dos valores envolvidos, (+) x (-) sempre equaciona em (-) e a vida real parece colaborar em atestar esse fato. Afinal, independente dos valores envolvidos, não importa quantos snais positivos ou o peso dos números que os acompanhe recebamos, é sempre aquele sinal negativo (único e absoluto) que aponta a direção de nosso julgamento - e sempre em sentido contrário ao que queríamos.

Mesmo quando se trata de soma e a matemática é mais generosa, uma vez que influem decisivamente os pesos dos números, a nossa tendência é inverter a lógica e se frustrar pela única subtração num universo de somas às vezes elevadas.

Quando precisamos julgar para tomarmos decisões baseadas em fatos, parece que por menores que sejam, em número e intensidade, os fatos indesejáveis, sempre os vemos gigantes e guias inequívocos de nossa razão. A descrença é realmente tão grande ou Shakespeare tinha razão quando enunciava que todo o bem é enterrado com os ossos dos homens e apenas o mal sobrevive após sua morte? Se se recusasse a morrer com seu amado, teria Romeu ou Julieta o seu amor desacreditado ou sobreviveria mais forte a lembrança (e, por conseqüência, o julgamento) das suas juras de amor e atos pregressos? Pode realmente um pequeno ato negativo anular um vasto mar de sinais positivos?

Vez por outra me vejo confrontado com fatos e ocasiões que me fazem concluir de forma que, sim, está tudo bem em relação a certas questões. Mas basta uma única condição em contrário)por mais incerta e duvidosa que seja) para me fazer reverter o julgamento.

Onde há fumaça há fogo? Na minha (até o momento) breve vida, diversos foram as vezes em que a fumaça realmente denunciava fogo. Mas muitas também foram as vezes em que a fumaça só denunciava incenso queimando. E como perfumava a casa...!

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The Optimistic - 19:58:00 1 comments


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domingo, 2 de dezembro de 2007

Orgulho e preconceito.

De tanto escolher o silêncio acho que acabei emudecendo. Aceitando as coisas passivamente. Disfarçando inércia e covardia com cautela. Apenas medo de quebrar o equilíbrio frágil das coisas naturalmente sobrecarregadas, dos conflitos assimétricos.

Existe um outro lado. Ás vezes, o silêncio vem por outra razão. Tenho uma certeza inabalável numa indiferença que nada mais é do que orgulho tolo, medo de mostrar a cara, dar a outra face a tapa. Admitir que tenho sentimentos, que sinto mágoas ou tristeza. Acabo acumulando mais do que deveria na esperança estúpida de um dia abrir a boca e libertar várias coisas. Prossigo na espera do momento certo em que estrategicamente usarei as cartas escondidas em minhas mangas. Mas o tempo passa, as palavras envelhecem, as ofensas cristalizam, os crimes prescrevem e a memória maqueia as nódoas escurecidas. Perde-se o sentido das palavras, já não adianta mais dizer nada.

Mas eu nunca esqueço.

Posso nublar a minha mente e até afugentar os maus espirítos do passado. Por vezes, até consigo. Mas volta e meia uma fagulha nova reacende brasa antiga. Viro fogueira, chama viva, até consumir o combustível. Então, viro cinza inerte, já não ameaço mais. Estou em paz.

E já nem sei mais se é tão ruim levar as coisas assim. Evito conflitos desnecessários e administrando a vida pela lógica das menores perdas, vou me proclamando vencedor de vários embates. Oculto com bondade um lado obscuro que também sente raiva, que também sente rancor. Levanto uma simpatia que várias vezes se pauta no desprezo. Acabo me tornando uma ilha. Há milhas e milhas de qualquer um... Tão certo de minhas verdades.

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The Optimistic - 21:56:00 1 comments


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No MSN.

Philipe diz:
adoro essas auto-descobertas
Philipe diz:
momentos de iluminação e/ou epifanias que são soberanas e imutáveis...
Philipe diz:
até acontecer alguma coisa que faça a gente mudar de idéia. ou não.

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The Optimistic - 17:00:00 0 comments


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Eu.

Philipe

Campos - RJ

Ficção e não-ficção.


Leio:

Green Plastic
Omelete.
Cronicalidades.
Martini Seco.
Hel Looks.
Cafeína.
Cotidianidades.
Perto do Coração Selvagem.
Vida na Islândia.
Amor e Hemáceas.
Actions e Comics.

Recentemente:
|Algumas notas sobre música.|
|Go, Spidey!|
|A quem interessa o meu umbigo?|
|Tempo.|
|Se arrependimento matasse...|
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|Before Midnight (2013).|
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