the optimistic

         (living in a glasshouse)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Oh, e agora? Quem poderá me defender?

Tudo bem que nunca fui muito fã do Homem de Ferro. Em verdade, um dos heróis mais chatos e aborrecidos ever, em minha opinião. Mas isso?
Já é demais. Parece um remake vermelho-e-amarelo do Robocop. To cheirando porcaria das grandes.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Ou eu ou eles. Ou nós?


Diversas vezes essa semana me deparei em situações em que tive de parar e me perguntar: "e se fosse em contrário"? Sabe quando você se faz essa perguntinha tão cretina antes de tomar uma decisão, questionar alguém ou dizer alguma coisa? Vivi vários momentos assim. E por mais que tenha sido complicado me decidir em contrário ao que queria, foi o que fiz em boa parte das vezes. E nem falo de grandes decisões e grandes momentos: coisas simples, banais, banalíssimas. Todavia, as pequenas coisas e os detalhes que são tudo. Acabou me pesando mais na balança das decisões as idéias de como me sentiria no lugar oposto.

Isso me fez pensar em várias das minhas relações inter-pessoais e perceber que muitas das atitudes que reclamo por terem tomado contra mim, eu já tomei (inadvertidamente) outras vezes em relação a outras pessoas. E mais: nesses momentos, pensei estar agindo mais do que corretamente. Estranho? Não. Humano. Percebi que tomamos atitude sem termos consciência do efeito que terão no outro, pensando somente no efeito que terão em nós mesmo. Ok. Isso qualquer um sabe desde a quinta série. A percepção central, foi aceitar que é inevitável agir assim. É muito difícil andar no campo minado da teia de relacionamentos.

Avaliar a tomada de atitudes e, principalmente, palavras (aliás, cada dia mais percebo como, de fato, não existe arma mais poderosa do que uma palavra) no efeito que terão na outra pessoa, tendo a si próprio como parâmetro, tem me parecido fatal. Não se trata de ser politicamente correto: sou politicamente incorretíssimo e até gosto/me divirto com isso. As razões são bem mais egoístas que altruístas. Dizem que eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Até acho que sou mesmo. Mas "eu" nunca fica bem com "mim" se "eles" estão sofrendo por minha causa.

Sabe o mais bacana? Ter percebido isso me fez entender melhor certas atitudes e certas pessoas. Fez-me relativizar os sentimentos alheios e suas expressões. Uma qualidade que há tempos percebi em mim e tenho me orgulhado é justamente essa: saber ceder em boa hora, para avançar na hora ainda melhor. Existe uma estratégia nas relações inter-pessoais. E a cada dia aprendo um pouco mais. Acanços e recuos, táticas e planos.

A guerra, eu X o mundo, não está perdida.
P.s.: Agora quero ver continuar pensando nisso tudo quando alguém me ferrar, hehehe.

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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Notas de Almodóvar.

Sabe aquela sensação de achar 50 paus no bolso do casaco velho? Eu nunca tive. Mas olha isso daqui. Destaque para "Resistiré" e "Lo dudo" que há tempos buscava sem sucesso! Resistiré está creditada errada... É do final de Atame!, enquanto "Lo Dudo" realmente encerra a Lei do Desejo.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Eu não sou um terno Armani.

E há aquela situação em vc se sente usando C&A num quarto cheio de pessoas vestindo Armani. Lá no fundo você sabe que é muito mais que isso (e não falo aqui do superficial aparente: enxergo as profundezas possíveis): falo de uma vergonha genuína e um coração tão pequeno que se esconde nos vincos da mão. Os olhos baixam e se aninham no chão, abro a porta do armário do banheiro para escovar os dentes (não quero nem me ver no espelho); tiro os fones de ouvido que hoje ninguém vai saber cantar o que quero ouvir; recito a mim mesmo: "sempre há um significado".

Mentira.

Tento ceder e retrair e como o elástico esgarçado voltar ao ponto inicial, mas não consigo. A imagem poderosa retorna sempre a minha mente e martela furiosa repetindo: babaca. Continuo confuuuso, confuso. Retrabalho dezenas de medidas radicais na minha cabeça. Armo planos cinematográficos, arquiteto estruturas atemporais, definitivas e muito ousadas. Eu não consigo. Continuo restrito aos vãos de quatro metros, aprisionado na conformidade que eu sempre tento superar. E o mais assustador: antes, eu conseguia. Ainda outro dia ouvi alguém dizer: "você acorda um dia e já não se reconhece mais". Eu não acordei um dia para ver as coisas assim. Foi no susto, na unha, no dente, no sangue e suor que percebi a discrepância entre o que sempre tive como diretriz e o meu modus operandis.

Uma dúvida resiste inabalável: mudei eu ou mudaram as condiçoes de contorno? Não faço idéia. Lá no fundo ainda continuo envergonhado; nem sei pelo que. Talvez, por uma crença (essa também inabalável): que eu possa voltar ao ponto inicial. Ou o ponto inicial possa voltar até a mim.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.

- You know me. I'm impulsive sometimes.

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sábado, 3 de novembro de 2007

"Good morning, Baltimore"!

Apesar das dezenas de clichés e situações previsíveis, no final das contas é divertidíssimo. Você sai do cinema achando que a vida é bela, o mundo é perfeito e as pessoas são felizes. Afinal, quem não abriu um sorrisão e sentiu vontade de sair cantando logo na seqüência inicial? Algo bom nesses dias saturados e cínicos que vivemos. E impressiona como a exuberância de John Travoltta (!) e a competência da gordinha Nikki Blonsky (ao menos no que se espera da estrela de um musical: cantar e dançar) não são (quase) nada perto da elegância de Michelle Pfeifer. Sinceramente? Fico votando para um musical só dela. Very bitchy!

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Eu.

Philipe

Campos - RJ

Ficção e não-ficção.


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Green Plastic
Omelete.
Cronicalidades.
Martini Seco.
Hel Looks.
Cafeína.
Cotidianidades.
Perto do Coração Selvagem.
Vida na Islândia.
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