the optimistic

         (living in a glasshouse)

segunda-feira, 25 de junho de 2007

E va rolar a festa...

P.S.: Eu não suporto Seu Jorge e Ivete Sangallo menos ainda.

The Optimistic - 13:31:00 1 comments


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domingo, 24 de junho de 2007

Alguém dormiu!

Esse trecho me fez ficar com o queixo um pouco caído:

"Dada a diferença no estágio de desenvolvimento entre os dois países [Brasil e China], não faz sentido imaginar que a economia brasileira votará a crescer acima de 10% como a China de hoje - ou como o próprio Brasil da década de 70. O Brasil deve descobrir como progredir mais aceleradamente, mas num 'ritmo brasileiro', e deixar de se iludir com o ritmo chinês".
Não que isso seja uma grande surpresa para mim. Sempre fico com cara de paisagem quando começam aquelas comparações estapafúrdias (principalmente em propagandas políticas), demonstrando como o Brasil cresce menos que país X ou Y. Além da China, um dos níveis de comparação favorito é nossa vizinha Argentina. O que os comparadores se "esquecem" é a recente recessão Argentina (fins dos anos 1990) que fez o PIB portenho decrescer a menos da metade do que era. Óbvio que a economia se acelera para reexpandir.

E no caso da China, trata-se de um país de capitalismo ainda mais tardio que o Brasil - no caso, por conta da Revolução Socialista. E que, além, ainda não chegou ao estágio de economia madura que nós possuímos. Isso para não entramos no mérito das comparações demográficas, físicas e outros fatores...

Fica fácil mostrar um caminho que deu certo (outro exemplo é comparar o sistema educacional brasileiro a alguns orientais como o sul-coreano, por exemplo) em oposição ao que não dá certo aqui - e obviamente esconder possíveis reverses e "outros lados" desses modelos "perfeitos". E, aí, vale tudo. Nâo que eu seja defensor do atual governo (pelo contrário), mas dar tiro n'água e querer convencer é sacanagem...

Há um trecho do Milton Santos (para quem não sabe, um dos maiores intelectais brasileiros, reconhecido em todo o planeta) que acho bastante significativa para situações como essa em que se tomam exemplos aleatoriamente, tentando alocar situações alienígenas em determinados lugares apenas porque foram vitoriosas em seus berços:

"O mesmo sistema ideológico que justifica o processo de globalização, ajudando a considerá-lo o único caminho histórico, acaba, também, por impor uma certa visão da crise e a aceitação dos remédios sugeridos. Em virtude disso, todos os países, lugares e pessoas passam a se comportar, isto é, a organizar sua ação, como se tal 'crise' fosse a mesma para todos e como se a receita para afastá-la devesse ser geralmente a mesma. Na verdade, porém, a única crise que os responsáveis desejam afastar é a crise financeira e não qualquer outra. Aí está, na verdade, uma causa para mais aprofundamento da crise real - econômica, social, política, moral que caracteriza nosso tempo".
Pois se já sabia disso tudo, por que do meu espanto quando li o primeiro trecho que citei?

Ele se encontrava na edição de 13/06/2007 da Veja. Acho que algum editor desavisado deixou escapar.

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The Optimistic - 16:02:00 0 comments


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sábado, 23 de junho de 2007

Polaroids do acaso.


Há quase um consenso em qualquer coisa cruel e dura receber a pecha de "real". Filmes reais são aqueles em que haja dor, miséria e tristeza. Final feliz acaba se tornando sintomático de fantasia e condescendência em exagero. Daí por isso me surpreendi com esse filme. Ele é muito real, mas muito esperançoso. Não que ele seja o único. Sentado na cadeira do cinema várias vezes não consegui controlar um sorriso.

No mais ele tem umas certas "virtudes técnicas" (que delícia aquelas explicações visuais do Ênio sobre o trânsito ou as táticas do Pedro sobre a mesa de sinuca, também visuais). E acho que poderia até abusar um pouquinho mais dessas virtudes nos termos narrativos e não apenas nos visuais. È um filme lento e muito poético. O tempo todo me soou como uma poesia do cotidiano. A vida real é feita de ovos de omelete, copos de café e encanamentos estourados. Talvez, por isso tanto tempo gasto nesses pequenos detalhes.

Por fim, o filme tem uma cara de pincelada, de polaroid, de fragmento. É instâneo. Representa um momento em especial que jamais se repetirá. Seja bom ou seja ruim. É um tempo que não voltará.

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The Optimistic - 09:45:00 0 comments


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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Lugares estranhos lugares.

Existem lugares que são velhos conhecidos, mas que depois de uma experiência se tornam novos, inexplorados e estranhos. Muito estranhos. As paredes parecem conter informações novas e difíceis de compreender, a iluminação tão familiar se reveste de uma intensidade muito distante da de outros dias, tudo é muito mais difícil e, dependendo da experiência, penoso. Ás vezes, as boas lembranças se tornam as mais dolorosas de serem carregadas. Mais até do que as ruins. Lembram o que se foi e não volta, lembram o que está perdido. Demonstram a palidez dos dias atuais, demonstram o vazio de algumas ações. Abrem espaço para ausências. E as boas lembranças podem se materializar. Algumas vezes assumem a forma de lugares. E o que resta se não a fuga desses ambientes?

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The Optimistic - 20:36:00 1 comments


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segunda-feira, 18 de junho de 2007

I'm staring at the asphalt wondering...

Uma das coisas que eu mais gosto nas letras do "The Postal Service" são uma espécie de coesão que elas possuem em torno de um tema único que nem sei definir bem o que seria. Talvez, um sentimento de não pertencimento, uma indefinição de presença, uma sensação de passagem, de transitório. Não sei bem.

Confesso que sempre me sinto atraído por esse tipo de tema. (Vide meu querido "Encontros e Desencontros", por exemplo). Essa coisa do "stranger in a strange land". E que muitas vezes a terra estranha, nada mais é do que o lugar de vivência cotidiana do próprio sujeito. Tem um trecho em especial de "The District Sleeps Alone Tonight" que eu acho que resume bem tudo isso:

"You seem so out of context,
in this gaudy apartment complex.
A stranger with your door key,
explaining that I'm just visiting.
And I am finally seeing
why I was the one worth leaving.
(I was the one worth leaving)"

E antes há uma frase que acho mais explícita impossível:

" 'I am a visitor here... I am not permanent.'
And the only thing keeping me dry is..."

Acho que raramente vi reticências conseguirem definir tão bem o indefinível.

Sendo o "lugar" o espaço de identificação do sujeito, de reconhecimento de uma identidade e marcado pelas experiências pessoais e subjetivas, me fascina a possibilidade de estranhamento justamente nesse espaço. SE ainda falassemos de não-lugares até caberia perfeito esse estranhamento, incomunicabilidade e sensação de não-pertencimento. Mas como explicar isso com o "lugar"? Difícil.

Extendendo, até mesmo os sentimentos se confundem e transcendem o espaço, chegando ao imaterial, à pura vivência:

"I want so badly to believe
that "there is truth,that love is real"
and I want life in every word
to the extent that it's absurd
i know you're wise beyond your years, but do you ever get the Feel
that your perfect verse is just a lie you tell yourself to help you get by".

como canta Gibbard em "Clark Gable".

Em uma palavra: lindo. Teorias absurdas, a parte: há meses não consigo parar de escutar The Postal Service.

The Optimistic - 23:28:00 2 comments


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almost



Eu estava buscando uma imagem que definisse minha frustração no dia de hoje. Daí eu topei com essa daí. Sabe o que? Parece que ela não só define o dia de hoje, mas define quase todos os aspectos da minha vida. Como eu costumo dizer, eu sou o "Homem-Quase".

The Optimistic - 21:48:00 0 comments


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sábado, 16 de junho de 2007

Between my ears.


Há tempos que eu não tinha uma primeira vez tão boa! E olha que eu já achava o "Poses" maravilhoso.

The Optimistic - 00:07:00 0 comments


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sexta-feira, 15 de junho de 2007

Lição do dia.

E a lição do dia vem na voz de Thom Yorke:

"i'd tell all my friends
but they'd never believe me
they'd think that i finally lost me completely
i'd show them the stars and the meaning of life
but i'd be alright
i'm alright".

(radiohead - subterranean homesick alien)

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The Optimistic - 07:16:00 0 comments


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sexta-feira, 8 de junho de 2007

Quadros hiperestáticos.

Sabe qual é o problema?

Se nós tomarmos uma questão simples, digamos... Um quadro de quatro barras e grau de hiperestaticidade 3, eu vou ter de desenhar uns 16 diagramas. Desses 16 diagramas eu calculo uns 12 coeficientes, para depois retirar três hiperestáticos e, finalmente, desenhar mais um diagrama completo que na verdade são quatro diagramas.

Isso tudo caso não haja variação de temperatura entre as faces externas e internas da barra e/ou deslocamento prévio das estruturas por conta de recalques de solo. Se houver, aí são mais uns seis coeficientes.
O problema é que se vc erra UM dos dezesseis diagramas (ou um dos coeficientes, ou um dos hiperestáticos) o efeito cascata ta armado e vai tombando tudo. Óquei, óquei.

Sentiram o drama? Agora imaginem um questão "complexa"...

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The Optimistic - 13:27:00 2 comments


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quinta-feira, 7 de junho de 2007

Emo pra que te quero!

O bom dessa onda emo é que por tudo a gente pode jogar a culpa neles!

Philipe diz:
pronto

Philipe diz:
já parei de chorar
Philipe diz:
foi um ataque emo
Philipe diz:
serviu apenas para borrar meu lápis de olho preto
Edu diz:
ai, philipe, só vc
Philipe diz:
mas eu vou esconder com minha franja

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The Optimistic - 15:09:00 0 comments


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momento emo: "como eu sofro". (ou meu umbigo VI)

é claro que não podia dar certo. como que iria dar certo? a scarlett johansson diz n'"A Ilha": "good things do happen". isso aí, loirinha, acontecem.

só queria que ME acontecessem.

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The Optimistic - 15:00:00 0 comments


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Eu.

Philipe

Campos - RJ

Ficção e não-ficção.


Leio:

Green Plastic
Omelete.
Cronicalidades.
Martini Seco.
Hel Looks.
Cafeína.
Cotidianidades.
Perto do Coração Selvagem.
Vida na Islândia.
Amor e Hemáceas.
Actions e Comics.

Recentemente:
|Algumas notas sobre música.|
|Go, Spidey!|
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|Tempo.|
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