the optimistic

         (living in a glasshouse)

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Lição do dia.

E a lição (constatação) do dia vem na voz dos Acid House Kings:

"Mondays are like tuesdays
Tuesdays are like wednesdays".

The Optimistic - 21:11:00 0 comments


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segunda-feira, 28 de maio de 2007

O copo d'água.


Lembrei de uma boa da minha infância...
Ia passar um especial de Natal do Peanuts na TV. Acho que no dia 24/12. Daí todos os dias de manhã do mês de dezembro eu ia pra frente da TV ver o comercial, degustando aos pouquinhos enquanto não chegava o dia de assitir o dito. Desde pequeno, eu sempre tenho sede. O tempo todo. Um dia, levei um copo d'água e com a cabeça de merda de criança, inventei de colar o copo em cima do aparelho de TV. Resultado: o copo virou e o aparelho arrebentou. Levaram para o conserto. E só ia voltar depois do dia 26/12. Acabei não vendo nada e ainda tinha de agüentar meu pai falando: "ta vendo? quem mandou fazer bagunça!?". Acho que eu tinha uns 5, 6 anos. Mais Charlie Brown impossível!

Que puxa...!

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The Optimistic - 21:32:00 0 comments


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meu umbigo IV

Eu tenho dificuldade com essa coisa chamada "valores". Eu tenho os meus e tenho uma posição muito forte e arraigada quanto a eles. (Que não necessariamente são conservadores. Alguns até bem progressistas). A dificuldade vem em aceitar muita digressão em relação os meus valores. Sabe aquela coisa do preconceituoso: "eu respeito, mas não gosto". Então, é bem por aí. Até pq ausência de preconceito e respeitar e ser indiferente.

Mas têm horas que só há duas saídas: ou achar que o mundo está de cabeça para baixo e você, o centro de tudo (ha-ha!), é que está na posição correta ou acreditar que você é que está de cabeça para baixo. Isso nem me amedronta. Estar em qualquer uma das duas situações é estar dissonante. E nem acho isso ruim. Meu medo é só um dia acordar e me ver "vencido pela corrente". Numa fraqueza me deixar levar pela correnteza e não nadar mais.
Esse clipe tem bem disso. Às vezes eu fico pensando se um dia eu não vou fazer como o Tate e reverter meu curso no final das coisas.

It's a mad, mad world.

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The Optimistic - 11:40:00 1 comments


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sexta-feira, 25 de maio de 2007

meu umbigo III

No dia-a-dia há as pequenas coisas. Ontem, a felicidade do meu dia foi comer biscoito de morango vendo a Nicole Kidman (antes de) tirar fotos. Foi bonito. Eu me diverti muito. Muito sozinho.

(o pior é que nem estou sendo irônico).

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The Optimistic - 19:21:00 0 comments


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meu umbigo II

Quase todos os dias quando chego à casa, alguém me pergunta:

- Você veio da rua irritado?

Daí eu respondo:

- Não, eu não vim irritado. Ta tudo certo.

Talvez, eu esteja falando só meia verdade ou, dependendo do ponto de vista, meia mentira. Nâo sei. A verdade é que o diálogo deveria ser:

- Você veio da rua irritado?
- Não. Fiquei irritado quando cheguei à casa.

Droga.

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The Optimistic - 19:20:00 1 comments


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meu umbigo I

Talvez a vida não aconteça o tempo todo. Talvez, ela exploda às vezes e marque sua presença. O resto do tempo ela fica assim, lânguida, suave, quase imperceptível... O problema é que o tempo todo eu quero que ela aconteça, que ela não esteja, mas que ela seja. Ou será que só a minha vida (e de mais meia dúzia, ok) não acontece com tanta constância? Será que alguns de nós somos mesmo destinados a telespectadores? A observar do banco do passageiro? Casa de vidro?

Oh, shit.

Porque desde sempre é assim que me sinto. Desde minhas memórias mais remotas, seja na pequena infância, seja no início da adolescência ou agora nesse ponto meio perdido entre adolescência e vida adulta, sempre me senti assim: telespectador, vendo tudo acontecer nas vidas circundantes. Vivendo em uma casa de vidro.

Como na música do Ruffus: "if i should buy jellybeans i'd eat them all in just one sitting/ everything i want is a little bit stronger, a little bit sweeter, a little bit harmfull for me". Acho que "harmfull" simplesmente é querer mais. Mas veja bem: não quero a mais. Apenas quero algo.

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The Optimistic - 19:19:00 1 comments


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A Pele (Fur, 2006)




Olha só. É um filme muito bom. Devagar, devagar, devagar. Sabe filmes em que leva meia hora para a personagem abotoar um vestido? Então, a Nicole Kidman leva meia hora (até porque tem uma porrada de botões, mas ok). Entretanto, há um certo momento em que a coisa engrena e vai em frente. Ainda meio lento, mas vai em frente.

O filme me lembrou um pouco de "Encontros e Desencontros". A vida sem graça, vazia, solitária, transformada por um "outro alguém". É tão gostoso ver o colorido e a felicidade no rosto da Diane (dee-ane, por favor!) quando ela adentra a noite nova iorquina atrás de freaks e mais freaks... Tem também o lance do segredo... O que você esconde? O que você quer mas "não pode"? E, principalmente, até quando vai ficar só querendo? Talvez, a idéia era tocar o telespectador, mas nem acho que toque. Nâo há um questionamento direto, uma faca no pescoço de quem vê, de todo o modo, é interessante.

Um "senão" vem de expectativas minhas. O filme superou muito o que esperava. Até porque não tinha muita idéia de como seria, hehehehe. Entretanto, esperava que fosse focado no trabalho dela. Mostrasse fotos, composições, momentos dela de fotografar, mas nada. O filme mostra precisamente o momento anterior à entrada da fotografia na vida dela. Ou melhor: a entrada dela na vida da fotografia. Mostra, como se formou a mente dela e o porquê das escolhas dela enquanto fotógrafa. Exemplo: o começo no campo de nudismo é plenamente explicado ao longo do filme. Há um momento lá no meio do filme que você pára e "opa!" e a ficha cai. (Uma observação: quando falo "ela" me refiro a Diane Arbus do filme que não necessariamente é a da vida real, uma vez que, como é exposto bem claramente no início do filme, trata-se de um "retrato imaginário", uma liberdade artística sobre a vida da fotógrafa).

Filmaço.

P.S.: Vá ao google images e digite "Diane Arbus". Realmente intrigantes algumas fotos...

P.S.S.: Andei lendo umas opiniões por aí parece que o filme é daqueles casos "ame ou odeie". Eu amei...

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The Optimistic - 19:14:00 0 comments


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Sunshine - Alerta Solar (Sunshine, 2007)


Ele tinha toda essa coisa de ser herdeiro direto do 2001 do Kubrick. E também o lance de se diferenciar dos outros filmes de ficção científica da atualidade. E sabe o que? Além disso tudo: é bom demais. O melhor comentário seria um simples e eloqüente:
:O
Mas, tem mais uma coisa que me deu gosto. O filme é ficção científica trabalhando com um próposito: o drama e o suspense. E tem o lado "filosófico" da coisa, existencial. Ainda que nos confins perdidos e (aparentemente) irreversíveis da tecnologia ainda não sabemos quem somos, de onde viemos, a quem devemos ou o que queremos. Ah, e claro: até onde nos levam nossas obsessões. Assustador.
Fazia tempo que eu não grudava na cadeira do cinema.

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The Optimistic - 18:57:00 0 comments


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domingo, 20 de maio de 2007

Um beijo a mais (The Last Kiss)


Gostei deveras do filme. Acabou sendo uma surpresa, posto que esperava uma bomba. Ok. Nâo esperava uma bomba, mas certamente que esperava algo bastante inferior. Não vi o original italiano e depois do que vi hoje, não tenho a menor vontade de buscar (mesmo que tenha gostado precisamente da câmera do Muccino em "Á procura da felicidade"). Acho que o americano acabou falando mais minha língua...

Apesar de tratar de uma crise dos 30 anos é um filme jovem, dinâmico, tem uma linguagem moderna - muitissimo ajudada pela trilha sonora pra lá de gostosa. Aliás, o começo ao som de Snow Patrol já me fez abrir o sorrisão. Que aumentou quando vi o nome de...

Rachel Bilson. Ok. Confesso que o que mais me impulsionou ao filme foi saber que lá estaria ela. Outros fatores seriam o próprio Zach Braff e a trilha que já sabia o tom que teria. Mas a Rachel. Ela ilumina a tela quando aparece e o Zach fica bem pequenino. Só há espaço para ela. E isso faz as coisas funcionarem. Isso explica do porque da fascinação dele por ela e porque ele vai sendo conduzido meio sem controle. Ela é irresistível. Ponto final. Dela saem algumas das melhores frases do filme. Como, por exemplo,...

"Estamos em crise mais cedo que nossos pais, porque vivemos mais acelerados que nossos pais". Travei nessa hora. Bingo. Uma ótima resposta, assim, do nada. É verdade. Já vi nos meus amigos mais próximos em crises das brabas. E não falo de dor-de-cotovelo ou meus-pais-brigam-comigo da adolescência... Falo de crise de e-agora-qual-é-a-da-minha-vida? Isso é um exemplo de como...

O filme tenta uma certa densidade que é atingida dentro dos limites dele. Entretenimento. Não é cinema com pretensões mais elevadas. A pretensões são baixas e ele até atinge, mas poderia ter ido além. Talvez, correndo o risco de perder o foco num público mais amplo... e idiota. Não sei como o filme foi taxado, mas creio que a maioria das pessoas comprou ingresso para uma "comédia romântica". Algo que o filme NÃO é. Irritou-me pra caralho umas risadas completamente fora de hora. Como ...

Na hora em que a Kim (Rachel Bilson) chega com o cd na mão e eu... Fiquei de boca aberta e peito apertado. Já estive no lugar dela (mas era um DVD e tive o bom senso de não chegar as vias de fato, mas o DVD ficou na minha mochila, rindo de mim). E garanto: é terrível. Aliás, depois dessa, vou criar a "I'm a little bit Kim", hehehehe. É um misto de vergonha, com autocomiseração. The horror, the horror.

Tem umas câmeras legais o filme. A discussão da Jenna com o Micheal dá a impressão de vc estar ali de enxerido. Observando algo que não deveria. E a seqüência estou aqui por você (com "A warning sign" do COldplay ao fundo), também é ótima. E tem o final. O final é inesperado (mas não surpreendente) e seria melhor ainda caso a tradução do título fosse literal. Moral da história: é um filme bobinho, um romance simples, mas gostosinho de assistir e que me deu uns estalos legais. Até porque... Nem só de Dostoiévski viverá o homem! :P

Agora vou ali correr atrás da trilha sonora!

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The Optimistic - 23:03:00 0 comments


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quinta-feira, 17 de maio de 2007

atualizando

A melhor indicação para como anda minha vida é minha relação com o espelho do banheiro.

Hoje de manhã eu escovei os dentes com a porta fechada, olhando para o espelho.

Agora há pouco eu abri a porta e escovei os dentes olhando para os desodorantes, perfumes, loções pós-barba, etc.

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Eu.

Philipe

Campos - RJ

Ficção e não-ficção.


Leio:

Green Plastic
Omelete.
Cronicalidades.
Martini Seco.
Hel Looks.
Cafeína.
Cotidianidades.
Perto do Coração Selvagem.
Vida na Islândia.
Amor e Hemáceas.
Actions e Comics.

Recentemente:
|Algumas notas sobre música.|
|Go, Spidey!|
|A quem interessa o meu umbigo?|
|Tempo.|
|Se arrependimento matasse...|
|O Diário do Clima.|
|Não pense que te quero mal, apenas não te quero ma...|
|O criador e a criatura (não necessariamente nessa ...|
|Before Midnight (2013).|
|Narciso (?).|

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