the optimistic

         (living in a glasshouse)

quinta-feira, 29 de março de 2007

Tom Cruise é bom, mt bom, mas não é o melhor.



Então... Volta e meia a gente precisa daquele filme pipocão para dar risadas, torcer contra o vilão e suar as mãos na cadeira na dúvida cruel de se o mocinho vai matar ou não o bandido (mesmo sabendo que é ÓBVIO que ele vence). E ninguém para levantar melhor a bandeira dos pipocões classudos que o Tio Tom. Tom Cruise. SE é filme de superação, então... Nâo tem pra ninguém. Há tempos atrás li esse texto, mas tinha perdido. AChei novamente e aqui posto...

Top 10 filmes do Tom Cruise
Por Sbubs, Fabio e HC

1 - Top Gun: Tom Cruise é um piloto de avião. Ele é muito bom, mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.
2 - Dias de Trovão: Tom Cruise é um piloto de automóveis. Ele é muito bom, mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.
3 - Coquetel: Tom Cruise é um barman. Ele é muito bom, mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.
4 - Jerry Maguire: Tom cruise é um agente de atletas. Ele é muito bom, mas depois de ser demitido, fica traumatizado, e este trauma o impede de ser o melhor. Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.
5 - Rain Man: Tom cruise é um importador de carros, um empresário. Ele é muito bom bem-sucedido, mas um trauma o impede de ser o melhor feliz. Ele se apaixona por uma mulher encontra seu irmão autista que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.
6 - Vanilla Sky: Tom Cruise é dono de uma editora. Ele é muito bom, mas um acidente o impede de se manter como o melhor. Ele se apaixona por uma mulher que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo. Mas descobre que é tudo um sonho.
7 - A Cor do Dinheiro: Tom Cruise é jogador de sinuca. Ele é muito bom, mas sua arrogancia o impede de ser o melhor. Até que Paul Newman aparece e o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.
8 - Questão de Honra: Tom Cruise é um advogado. Ele é muito bom, mas um trauma o impede de ser o melhor. Ele se torna amigo de uma outra advogada que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.
9 - Minority Report: Tom Cruise é um policial do futuro. Ele é o melhor, mas uma conspiração o coloca sob suspeita. Ele sequestra uma paranormal que o ajuda a superar, e no final ele alcança seu objetivo.
10 - De Olhos Bem Fechados: Tom Cruise é um médico. Ele é muito bom, mas depois de ser quase traído pela mulher, fica traumatizado. Ele se mete em orgias e não come ninguém. Isso o ajuda a superar seu trauma, e no final ele volta para a mulher.

De: http://www.gardenal.org/homemchavao/archives/006410.html

Dá para atualizar a lista...

Guerra dos Mundos: Tom Cruise é um pai. Ele é bom pai, mas é traumatizado pela sombra do novo marido da ex-mulher. Daí um monte de aliens cabeçudos e gosmentos invadem a Terra/brotam do chão, mas ele vence todo o mundo. Isso o ajuda a superar o trauma e ele vira o pai mais legal.

O Último Samurai: Tom Cruise é um combatente. Ele é bom, mt bom, mas ele tem um trauma que o transforma num bebum. Daí ele é preso, (quase) se fode na mão de samurais e conhece uma mulher que o ensina a comer de hashi e não entrar com o pé sujo dentro de casa. No final ele se tornar um homem melhor. (Mas os samurais se fodem!)

Tem um que foi esquecido...
A Chance: Tom Cruise é um estudante-jogador-de-futebol. Ele é bom, mas não é bom o bastante para ganhar uma bolsa na faculdade. O pai dele tem problemas no emprego e ele mais do que nunca precisa estudar ou irá ficar para sempre no trabalho de m* do pai. Daí ele conhece uma moça legal (que dá para ele) e isso o ajuda a superar e ser o melhor estudante-jogador-de-futebol. E claro ir para a faculdade ;)

Tem a vida real...

Vida Real: Tom Cruise é um astro mundialmente famoso. Ele é bom, (não muuito) bom, mas dá para o gasto. Daí ele conhece Katie Holmes e sua carreira desce ladeira abaixo...

Ops... Saiu do padrão!

E sinceramente? O filme dele que não se encaixa "Colateral" é chato pra burro.

Viva o tio Tom! \o/

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quinta-feira, 22 de março de 2007

Precisamos de limões


Lá se vão uns dois anos, mas não me esqueço quando conversando com um amigo cheguei a constatação de que têm horas em que a gente corre atrás... de problemas. E não digo correr atrás para resolvê-los, mas corremos atrás para arranjá-los.

Não sei muito bem porquê, mas ainda hoje estava a me lembrar disso. Veio uma frase meio estranha na cabeça: "precisamos de limões". Parece até que quando tudo está assim doce demais, muito bonitinho e arrumado, a gente sente falta daquela meia-angústia, da meia-ansiedade das coisas não resolvidas, das ruguinhas ante o vento pensando-em-sei-lá-o-que. Coisa meio estranha essa. Como se a ausência de problemas fosse sintomático de coisa insipiente, insossa, sem-graça. Meio café fraco, levantando a suspeita de que não há intensidade.

Certo tempo atrás, já falei aqui sobre enfiar a faca e sair girando. E aí me vem outro "simbolismo" na cabeça: sempre lembro do seppuku. Parece que os samurais tinham de enfiar a faca, cortar na horizontal e depois (sem retirá-la do ventre) fazer um corte na vertical. Então, é mais ou menos por aí. Certas coisas já doem e aí lá vou eu então girar a faca e dar outro corte.

Talvez, a faca girada seja só uma situação-limite da necessidade de limões, não sei. Apenas elocubrações meio vadias. Posso estar pensando muito nisso como culpa de fantasmas que continuam rondando por aí. Correndo atrás de mim. Ops, problemas. E mesmo que não esteja correndo atrás dos problemas, tb não estou indo na direção oposta. Fico numas meio de "deixa o barco me levar". Não mordo o limão, mas também não deixo abandonado em cima da pia.

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terça-feira, 13 de março de 2007

Diálogo.

Ontem andando feito um maluco para conseguir chegar a tempo de ver "A rainha" na sessão das 17:30, ouvi o seguinte diálogo atrás de mim:

- O que seria da gente sem as mulheres?!
- Por quê?
- Cara, sem elas seria todo o mundo gay. Ia ser horrível.
- É verdade.

To até agora pensando se é pior ser surdo ou ouvir isso.

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"As virgens Suicidas".

Depois de enrolar por meses (anos na verdade). Finalmente assisti ao filme. Não queria deixar para depois de "Maria Antonieta". Jà gostava muito da Sofia Coppola por conta de um dos meus filmes favoritos, "Encontros e Desencontros". Faltavam as virgens. Talvez o simbolismo mais adequado à minha percepção seja o de uma construção: paredes são levantadas (situações progressivas), empilhando tijolos (personagens), cimento preenchendo os espaços (trilha sonora) e o reboco (a aparente calma dos subúrbios, ressaltada pela fotografia clara do começo) dá a falsa impressão de um monolito - apesar de tudo ser fragmentado (as vidas). Até tudo desmoronar. E felizmente desmorona.

"As Virgens Suicidas" é um filme de muitos enganos. E sem demérito algum. Seu título, suas imagens iniciais, diversas situações ao longo do filme sugerem algo que simplesmente não encaixa com o resto do filme. E isso só tende a aumentar a fascinação. As situações se suscedem e num crescente atigem o ápice. Daí para frente resta a constatação que não há mais volta, nada pode impedir a queda. É inexorável a destruição, o desmoronamento. Como se a felicidade não pudesse mais continuar e depois de se conhecer o céu, nada mais resta a não ser o inferno. Incrível como depois do baile o dia já amanhace sem cores e daí para frente tudo fica vazio, sóbrio, esmorecido, definhando.

O vazio que toma conta da vida das quatro irmãs daí para frente é crescente e confere uma densidade em toda a ausência de que é constituído. O filme se torna pesado, difícil de ser perseguido, de ser levado em termos pelo espectador. É doloroso ver os dias passando e nada além das camisolas longas preencherem as manhãs tediosas e as tardes jogadas no chão.

Então, surge um problema. O título remete a virgenS suicidaS. E num filme de uma hora e trinta e sete minutos apenas um suicídio ocorreu as uma hora e sete minutos. Você sabe que virão outros. Entretanto, você torce para que não venham, ainda que sabe ser inevitável. Poderia ser apenas metafórico, mas é real.

E a recusa aos suicídios não é por afeição, mas pela ausÊncia de viço e absurdo oprimirem de tal maneira que o espectador já ñao suporta mais mortes. O incômodo é tão grande com a situação que é como se todas já estivesse mortas e há muito esquecidas: matá-las é soprar um último fôlego de vida nos pulmões há muito esvaziados. É trazê-las de volta apenas para nos assustar. Antes mesmo da morte biológica todas já eram esqueletos no armário.
Confesso que fiquei meio entorpecido ao final do filme. E salivando pela "Maria Antonieta".

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sábado, 3 de março de 2007

Um afago suburbano.

(Fiction)

Para além das violências cotidianas as quais os citadinos são involutariamente submetidos, vez por outra surgem pequenos afagos esparsos na malha reticulada da urbe. Os afagos desarmam qualquer violência até o ponto da ridicularidade e ao sóbrio esquecimento sob o negro cinzento que se espraia desavergonhado em todos os pontos.

Sentado indolente entre o verde quase ofensivo dos canteiros, suas mãos corriam audazes a caneta sobre o papel quadriculado, arranhando em tinta azul necessidades prementes para aquele dia. Metros adiante, uma rua e novo canteiro depois, reclinava-se um alguém. Cidadã comum enclausurada no anonimato feroz imposto pela aglomeração que invade as ruas dia-após-dia. Um vermelho intenso de seu vestido conferia aura mística ao insistente sol do meio dia. O vermelho era sangrado pelo azul da caneta que conversava veloz com a imaginação leve do rapaz.

No que desfiava sua crônica do anonimato conferia passado, presente e até um leve esboçar de futuro à mulher. E fantasiava deliciado cada pedaço daquela existência que ele criava. Escorregava prazeirosamente por entre as curvas daquele corpo jovem com mãos muito mais hábeis que as que poderia repousar sobre o vestido vermelho. Despido de qualquer apelo erótico assomava-lhe uma curiosidade e um interesse quase pueril. Desejava conhecê-la, desvendá-la, decifrá-la por cada milímetro de suas bebidas, seus devaneios, suas roupas, seus amores, cada um de seus atos passados. E apenas ele poderia fazer isso, posto que a realidade era vagabunda e cruel. Apenas o que saísse de sua caneta seria vida. Vida menos cruel, vida menos ordinária que aquele vestido (francamente vulgar) poderia oferecer para ela.

Ainda que tardiamente, a solidão esvaía dentro do vestido vermelho. O contato era interdito, as palavras proibidas. Se impingia uma redoma bem ao estilo pequena-flor. Sua raridade não era para ser tocada, entretanto admirada, cobiçada, observada, reservada. Longe dos olhares cobiçosos e silenciosos de todos os outros, ali no subúrbio se fazia anônima, se fazia até mesmo um pouco vadia. Ainda eram olhares cobiçosos, mas eram transparentes. E no estardalhaço das cantadas (francamente vulgares) se desmanchava em prazer silencioso. Ria internamente enquanto abaixava frente ao canteiro para retirar uma flor. Um ar ingênuo, meticulosamente treinado para conferir uma naturalidade artificialmente concebida. A confusão do contraste do vestido vermelho, vermelho-puta e o ar ingênuo de donzela solitária. De repente a ofensa mais grave: aquele olhar ausente, mergulhado acintosamente na sua folha. Talvez um passo mais seguro, uma digressão da leveza pretendida. Pensou tentar. Seguiu leve e afetada, talvez vagamente exagerada na sua pretendida inocência. Quase uma caricatura. Sentou ao lado dele.

Susto.

Um diálogo entremeado por silêncios. Ela não se importava. Cada monossílabo, cada mera aquiescência com a cabeça e olhar encabulado crescia nela uma irritação genuína que apenas tendia a elevar o interesse. Desfilava alegorias sobre a sua vida, recheando de (supostas) realidades a conversa. Apunhalava as fantasias construídas pela mente dele e repetidas em uníssono pela caneta. Aquela realidade o atormentava, entorpecia em um crescente seu entendimento, não estava pronto e nunca estaria para a realidade dela. Ela era fantasia, era ilusão, era a determinação do que mais de perfeito ele pudesse conceber. No insuportável, sacou a caneta sob o olhar curioso dela e ao final da página limitou-se a escrever: "você". Foi-se embora, deixando apenas o papel em cima do banco em total silêncio. Ela, os céus suburbanos e o papel. Em total silêncio.

Hoje, o vestido vermelho envolvido em seda deita escondido no fundo de mais uma gaveta. O único afago que a cidade a concedeu obliterou todas as ausências que a marcavam. Relegado ao negro cinzento estava o passado. A atenção transcrita naquele papel a preencheu até a marca de de não precisar mais de vestido algum.

Susto. Havia a paz.

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Eu.

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