the optimistic

         (living in a glasshouse)

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Momento "Desculpa, eu não sou como todo o mundo".

Sinceramente? Acho esse lance de escola de samba um saco. Nâo tenho paciência para ver porcaria nenhuma pela TV e antes que venham me dizer que "no sambódromo é mais emocionante", já rebato que temo ser pior ainda: estar no seio do inferno não é mais legal do que observá-lo. Acho um saco aquele monte de coisas coloridas e não há nada mais chato que ficar escutando a mesma música a noite inteira. Que tudo bem que algumas tenham letras até interessantes, mas que são a mesma músicas, ah!, são. E ainda tem aquela mania ridícula de que nessa época do ano todo o mundo tem uma escola do coração. Escola do coração de cu é rola! Passou o ano inteiro sem nem saber o que rolava no barracão da escola e muito menos participando de eventos realizados na comunidade (ou vc acha que escola de samba é só carnaval????). E sinceramente: to me rasgando se a Preta Gil vai ser madrinha da bateria do que for. Aff.

Muito franco?

Tudo muito chato. Ainda bem que esse ano descobri o Radioheadbeleza: http://www.youtube.com/watch?v=AY_bEs45oo8

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segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

O último a morrer, por favor, apague a luz.


Até agora não entendi muito bem a birra das pessoas com "Filhos da Esperança"(Cuáron, 2006). Em verdade, fiquei meio chocado com a recepção morna da crítica e com a reação das pessoas que conheço, cuja maior elogio ao filme foi um "bom, mas nada demais".

Em verdade, devo confessar que antes de qualquer outra coisa gosto do Cuáron. Tudo bem que o seu mais falado "Y Tu Mamá También" está há mais de seis meses na estante esperando para ser assistido e, passada o oba-oba inicial de compra, ainda não tive vontade de vê-lo. Vai entender. Entretanto, gostei muito do Harry POtter III. A despeito do roteiro paupérrimo e pouco sustentado, a direção firme fez dele o melhor filme da franquia.

Outro preconceito já firmado antes de assistir o filme dizia respeito ao bafafá em torno dos "three amigos". De Iñarritu sou fã confesso (vide meus elogios melosos a 21 Gramas abaixo). Guilhermo del Toro me brindou com uma das mais divertidas adaptações de quadrinhos (e até agora choro as pitangas por não ter visto "El labirinto Del Fauno") e Cuáron já falei acima.
Fui influenciado ao ver "Filhos da Esperança"?

De certo que sim. Mas o fato é que fiquei com a boca meio escancarada em boa parte do filme. Começando pela fotografia. O filme é verde, azul e cinza. PONTO. Nâo há cores. Chega a soar estranho o verdinho mais alegre do countryside (quando aparece). A luz volta e meia dava um tom meio divino, meio mítico. Os enquadramentos? Os cinco primeiros minutos nada mais fazem do que enquadrar o Theo (Clive Owen) como mais um na caótica Londres de 2027. Ele é mais um. Ele faz parte. Está inserido ou como gosto de dizer em casos assim "emoldurado pelo mundano vulgar". E no mais em diversos momentos há a sensação de estar espreitando, espiando, observando como alguém não convidado.

Tem o roteiro. Olha só, não há respostas. E daí? Não fizeram a menor falta. O final abrupto e completamente aberto é prova concreta da idéia (que julgo pós-moderna) do texto aberto: o autor o cria, cabe ao leitor interpretar e dar a significação que quiser (como quiser uma pinóia! com o que lhe há de subsídios devido a experiências passadas, mas esse é outro papo). Esse é um grande problema: na era de "American Pies", "Scarymovies" e etc pensar no cinema é chato, muito chato. Pena. Achei perfeito.

Se a fotografia é morimbunda (tanto quanto a raça humana), paciência. O (quase) monocromatismo é perfeito para fotografar o retrato de um mundo doente em todos os aspectos. Daí vem lá a trilha sonora controstar com um colorido psicodélico que parecia zombar do espectador. Nesses raros momento havia um colorido que contrastava com o céu azul-acinzentado. E o único lugar onde ele encontrava ninho era na casa do personagem do Michael Caine.

Nem o humor negro que era destilado em cartazes da resistência e as absurdas propagandas pró-fertilidade e anti-migração faziam concessões: tudo muito desolado. Daí vem a melhor frase do filme: "o último a morrer, por favor, apague a luz". E por fim tem a birra. Que continuo sem entender.

P.S.: Não sei se muita gente percebeu, mas o porquinho cor-de-rosa do Pink Floyd voava vadio nos céus da Arca das Artes. Muito bom!
P.P.S.: Até agora estou esperando a Hoppípolla do Sigur Rós na trilha conforme o trailer prometeu.

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Hellooooo, Mr. Reynolds!

Não que isso aqui seja um poço infindável de comentários aos meus textos e bem agora haja uma multidão de fãs (!) loucos e ensandecidos gritando: "tex-tos! tex-tos!". Em todo o caso é bom dar uma explicação para o escasseamento que se abate e o que virá: MONOGRAFIA. Ultimamente a única coisa que me vem a cabeça é escrever textos técnicos. Se alguém se interessar até venho fazer um breve histórico dos movimentos sociais urbanos no século XX como reflexo do desenvolvimento do capitalismo brasileiro e suas conseqüências espaciais.

Mas prometo que sempre que surgirem boas idéias serão devidamente apresentadas. Apenas: sem pressões, please.

Enquanto isso, divirtam-se com a exuberante Bunifah Latifah Halifah Sharifah Jackson:
http://www.youtube.com/watch?v=dJmU7KfYIrA

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Errata.

Acho que acabei dando um tom um pouco digresso do que queria no post abaixo. A questão não é enrubescer. O que queria enfatizar de fato é que naquele dia o Lou Reed me deu a lição em relação aos vilões. Eles sempre piscam...

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sábado, 13 de janeiro de 2007

Sweet Jane

E a lição do dia vem na voz de Lou Reed a frente do (salve! salve!) The Velvet Underground:

"The vilains always blink their eyes
And the children are the only ones who blush".

Queria poder dizer que eu pisco os olhos, mas ainda enrubesço.

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Erva doce e erva daninha.

Remexeu a azeitona no fundo da taça com uma solenidade que contrastava com a vulgaridade do gesto. E de vulgaridades lhe era preenchida a cena: das cadeiras de estofado puído, das mesas com toalhas de plástico rasgado, do batom vermelho da boca dela e até mesmo das mangas envelhecidas e desbotadas de sua camisa.

- E, então? O Que vai ser?

Um passo meio incerto, um olhar repentino para a esquerda e ela estava caída no chão. Cerca de meia hora antes. Atropelamento. O pára-brisas era o escudo da batalha social. Ela, mulher da vida. Ele, pai, seriedade, cidadão comum. Um fio de sangue descendo aguado pelo meio da testa. Visto do outro lado o sangue era mesmo aguado. Que o sangue alheio é sempre muito menos dolorido.

De um olhar mais atento, veio o reconhecimento e com ele a inversão de dores. Fruto de um daqueles momentos em que a dor abandona o plano dos sentimentos e se materializa no corpo. Agora, doía nele. Recordações, fatos e cenas antigas pesavam da eternidade do passado que jamais irá se desmanchar até o presente de dores. Da falta de palavras, fez-se um silêncio denso. Silêncio que já não era mais surpresa pelo acidente, já não era mais irritação pelo estorvo, era um silêncio inominável que o nome dela era vestígio dos mais fracos.

Dos olhos levantados, humilhados, incrédulos na dor que sentia, ela o viu e com muito menor sutileza e maior violência ergueram-se colunas do passado. Lembranças tão enegrecidas e rachadas que dos cacos que restavam só lhe faziam escavar o vazio da alma e aumentar o abismo entre o que poderia ter sido e o que era, entre o futuro-do-pretérito e o dolorosamente verdadeiro presente. A humilhação açoitava cruel o seu rosto. Ela de batom vermelho e unhas iridescendo escarlates sob o sol. Ele sóbrio, limpo em todos os sentidos que essa palavra poderia ter. Sua vulgaridade ofendia a pretensa dignidade daquele homem.

Jogada no chão, ignorava que a humilhação arranhava a alma dele. Acreditava-se indigno e lhe recaía feroz a vergonha pelas não-ações do passado: as palavras não ditas, as atitudes não tomadas, a hombridade relegada ao nada, em suma.

E a única unidade dos pensamentos era uma verdade etérea, efervescente, verdade-bolha-de-sabão em sua fragilidade que percorria quase arredia pelas duas mentes. Eram uma história surgida do nada e acabada no nada. Com voltas e idas imaginárias. Incontáveis recomeços que terminavam em ensaios. Seus outros "eus", alter-egos amantes que se dispersaram fragmentados reuniam-se agora, instantâneos.

Bastou uma mão estendida e um lenço para que tudo se tornasse cinza a ponto de esmaecer por completo e apenas se dessem conta quando a voz dela ressoou roca:

- E, então? O Que vai ser?

Ele não sabia. Ela não sabia. Era tarde demais. Havia o peso de muitos anos. Havia a certeza do olhar trocado com a intimidade antes reinante, agora nem mesmo retomado sob pena de falsidade. Incomodava a certeza de um passado de entrega total e que agora se configurava em um silêncio retumbante. Ele temia "por quês"; ela temia "porquês". Ele não saberia dizer porque se foi, ela temia perguntar. Ela não saberia dizer porque se tornou o que era, ele não ousaria perguntar.

Em silêncio ela se levantou e lhe estendeu a mão. Levantou e dançaram a música que preenchia preguiçosamente os cantos do bar. Um último bolero. E o silêncio se desmanchou apenas quando ele disse "vc sempre foi erva daninha". Ao que ela respondeu "e você erva doce".

Um beijo quase formal nas bochechas e ela se virou para esquerda. Um aceno burocrático e ele seguiu para a direita, em direação ao carro. Sentou frente ao volante, girou a chave e desistiu. Chorou amargo por intermináveis minutos que tinham a duração dos muitos anos em que não se permitiu sorrir eternecido pelo que havia vivido, chorar pelo que não havia vivido ou simplesmente olhar para trás com ou sem óculos de notalgia. Sentiu um cheiro novo vindo de todos os cantos do carro. Cheiro de erva doce.

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The Optimistic - 12:20:00 1 comments


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Um oco da alma (ou O Ovo do Woody Allen)

Da última vez em que o vi me impressionou o seu olhar triste. Parecia que um oco da alma esvaziara seus olhos e esses, por fim, sustentavam esse mesmo oco. Havia uma perdição. Uma ausência de orientação que limitava seus olhos ao foco fixo e retilíneo em que marasmavam durante os longos minutos em que o observei. Observá-lo do outro lado da rua fazia com que esse olhar vago lhe conferisse um aspecto de pertencimento: estava emoldurado pelo mundando vulgar e circundante. Inanimizado pelo vazio da própria expressão.

Foi preciso que acenasse com vigor para lhe quebrar o tranqüilidade distante do olhar. Ao me reconhecer, sorriu amável. E mesmo essa amabilidade apesar de sincera era vazia. Atravessei a rua e de lá me chamou para ir até sua casa. Assustado com o convite - não o considerava capaz de qualquer atividade - aceitei.

Do meio das conversas de amenidades ofereceu um chá. Nos momentos de sua ausência pude vagar pelos cantos de sua pequena sala. Fazia calor, mas as janelas permaneciam fechadas e a poeira fez-me perder na indagação de há quanto tempo já fazia desde a última abertura. Tudo tinha um aspecto meio velho, meio suspenso, como abruptamente abandonado.

Achei um caderno de capa rasgada. Já na primeira página descobri um diário e das palavras arrepiei pelo tom nebuloso e muito, muito pouco semelhante ao ar radiante de outrora. Nesse exato momento começou a me repercurtir um mal estar que exaltava uma única pergunta: por quê havia ido até ali. Queria ir embora, me livrar de todo aquele tom de perdição.

Quando voltou, não creio que tenha percebido meu ar de repulsa, mas o tenha interpretado como incredulidade diante do abandono do ambiente. Foi quando disse com uma obviedade incrível: eu desisti. Confuso perguntei do quê. REtorquiu ainda mais óbvio: de tudo. Sorriu, então, um sorriso descolorido e, portanto, já não era mais um sorriso. Era um ato mecânico, carregado em rigidez, barulhando um som terrível que ecoava meio vadio e inconstante.

Mostrou-me uma caixa de madeira com aspecto ainda mais antigo do que tudo que vagabundava por ali. Disse ter pertencido à sua mãe: as maquiagens do teatro. Apenas aquiesci em silêncio. Já havia decidio nada perguntar, mas não resisti. Então, perguntei o porquê da desistência e o que significava desistir. Enigmático, disse que era o ovo do Woody Allen. Uma grande interrogação se abateu sobre meu rosto. Compreendendo meu visível espanto citou com ar afetado, como quem recita uma poesia: "O cara vai ao psiquiatra e diz 'Acho que o meu irmão enlouqueceu, ele pensa que é uma galinha, doutor'. 'Por que você não o interna?' perguntou o médico. E o cara responde 'pois é, mas eu preciso dos ovos'. Então eu acho que é mais ou menos assim que vejo os relacionamentos, eles são totalmente irracionais, loucos, absurdos, mas a gente continua tentando porque precisa dos ovos". Por fim, acrescentou que não dizia respeito apenas ao amor, mas a vida.

Era demais para mim.

Disse-me, então, de uma alergia que acometia a todos. Uma alergia e quase uma cegueira. Uma alergia ao lado ruim da vida. Uma espécie de resistência em aceitar coisas ruins. O ar já me pesava e num desespero cego para sair dali apenas balançava a cabeça afirmativamente. Por sua vez meu silêncio parecia produzir um efeito contrário: falava, mais e mais. Mas ainda assim sustentando um olhar vazio; uma alma oca. Na lógica de seu discurso tomou minha mão e mergulhou um dedo em uma das tintas do estojo de sua mãe. Lembrei-me do chá que não trouxera. Lembrei-me de seu olhar parado na calçada. Giravam memórias recentes e de um passado ausente em olhares vazios e palavras sem sentido. Olhei para meu dedo sujo.

Acheguei-me ao seu rosto e sob o olho esquerdo desenhei uma única lágrima. Afastei-me e observei. Finalmente em silêncio, olhava confuso, perdido e longe, longe, longe. Dissipavam os incômodos que o ambiente produzia em mim. O sentido agora me florescia entre um vagar e outro do pensamento. Uma idéia miúda e dolorida. Estava completo de baixo para cima. A lágrima lhe preenchia os olhos e na água que evocava, inundava o seu espírito. Tinha uma aparÊncia sóbria e solitária. Tão solitária quanto aquela única lágrima que lhe singrava o rosto. Mas estava completo e apesar de minha presença ali, só. Falta e irrecuperável, mas sobretudo terrível. Terrivelmente só.

Mesmo resoluto em compreeender os seus motivos, calmamente abdiquei de tal prerrogativa. AInda que desconhecesse razões pelas quais havia me guiado das ruas até ali, naquele momento compreendi por uma iluminação dessas quase divinas que volta e meia nos percorrem o espírito: desvendar os descaminhos de sua tristeza não era tarefa impossível ou feito hercúleo vedado à minha condição de então. O que compreendi foi a inutilidade tremenda da tentativa. Numa outra iluminação súbita poderia lhe compreender o oco dos olhos e a aridez da alma, mas até então, até para mim e até para ele já seria inútil e nada além seria atingido. Simplesmente se configurava nua de sentido. Uma tentativa com suas costas expostas, frágeis e sem significado..

Em silêncio desci as escadas. O sol chicoteou o meu rosto. Expirrei violentamente e uma garota que por ali passava me desejou saúde. Ainda longe, longe, muito longe, respondi "amém". Sem me dar conta que abençoava muito mais que os seus votos. Talvez, estivesse realmente alérgico, por fim.

The Optimistic - 12:13:00 0 comments


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quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

The sun's in my heart...

Das milhares de tradições que se aglomeram e acotovelam por aí em termos de virada de ano, possuo apenas uma: a primeira música do ano. Depois de uns dois anos consecutivos elegendo algo do Belle & Sebastian, dessa vez a virada foi Jammie Cullum. Moderninho, não!? :P

Tenha essa mística meio torta, meio forçada de que a primeira música do ano vai ser importante para definir os caminhos (e descaminhos) do ano que vem... Escolhi "Singin' In The Rain". Primeiro fiquei na dúvida: a versão clássica ou a regravação? A escolha pela mensagem pouco se importaria com que versão fosse. No entanto, também tenho essa coisa do ritmo ditar a cadência do ano seguinte. Fiquei com a regravação.

É recorrente que eu tenha sensações e sentimentos sobre os anos ao se inciarem. E não sei até que ponto essas sensações e pressentimentos de fato são previsões ou inebriado por tais perspectivas me ponho a interpretar os acontecimentos dentro do viès que julgo ter "pressentido".

De qualquer maneira, creio que 2007 será um ano atípico. E não será mérito e nem demérito. Simplesmente que a impressão que tenho é de que coisas bastante diferentes e digressas do que estou acostumado acontecerão.

Venha 2007!

The Optimistic - 19:44:00 1 comments


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Eu.

Philipe

Campos - RJ

Ficção e não-ficção.


Leio:

Green Plastic
Omelete.
Cronicalidades.
Martini Seco.
Hel Looks.
Cafeína.
Cotidianidades.
Perto do Coração Selvagem.
Vida na Islândia.
Amor e Hemáceas.
Actions e Comics.

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