the optimistic

         (living in a glasshouse)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

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Então, começa tudo outra vez.

Desde o primeiro filme espero pelo Venom. Será que é agora?

The Optimistic - 18:33:00 1 comments


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Condescendência.

E daí que caminho apressado, rasgo o calor com meu corpo, transpiro sob a camisa branca, amaldiçôo o verão. Hoje não estou de fones de ouvido, hoje tenho tanta pressa que já até mesmo esqueci porque a tenho. Apenas me vem forte a necessidade de logo chegar.

Dobro uma esquina, atravesso duas ruas, peço licença aos velhinhos, me irrito com as lindas criancinhas vagarosas e as árvores pouco amainam o calor. Seis e lá-vai-embora da tarde e o inferno de meio-dia ainda persiste.

Dobro outra esquina, continuo indo em frente. De longe vejo você. De repente, um vento com cheiro de ontem sopra na minha nuca. O que já foi furacão hoje transmutou. É brisa de verão. Quente e com cara de tarde largada na varanda. Dou um sorriso e me aproximo mais da beira da calçada para lhe dar passagem quando cruzarmos. Você vem, enquanto vou.

Você me vê, eu finjo espanto. Abre teu sorriso, pois assim espero. Fico feliz quando além dos seus dentes me vem seu indicador em riste. Levanto o meu e abro o meu melhor sorriso. Dois segundos. Não muito mais dura essa troca de amabilidades. Reparo na sua beleza ainda constante, reparo no que agora é diferente. Fico tentado a virar o rosto e te olhar prosseguir. Amedrontado (e excitado) com a possibilidade de fazeres o mesmo, desisto.

Antes era furacão, agora é brisa. Antes o dia ficaria melhor, hoje é apenas uma graça engraçada. Agora você se foi e eu sigo na minha pressa das seis horas. Lembro de todos os outros dias e penso em quem hoje é furacão. Essa ciranda climatológica ainda me mata.

Penso no meu passado e a importância de todos as conjugações verbais que tensionadas no pretérito terminaram irrealizadas. Abro um sorriso - agora de condescendência a mim mesmo-, e continuo sem entender da minha pressa.

The Optimistic - 00:12:00 0 comments


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sábado, 18 de fevereiro de 2006

Arrogância e mediocridade.

Começo a desconfiar que a arrogância é uma percepção meramente relativa. Já me disseram certa vez que toda superioridade advém da mediocridade alheia. De fato, há facilidade em colocar o dedo em riste e acusar arrogância quando se é medíocre. Acertando melhor as arestas, creio que quando o medíocre se sente inferior, toda demonstração de qualidades, virtudes e habilidades se tornam um espetáculo para auto-promoção. E bingo! Lá vem a taxativa de "arrongante".

Por outro lado, conhece aquela história de "fulano é bom, o problema é que ele sabe que é bom"? Então, é mais ou menos aí que se afundam meus argumentos sobre a percepção relativa da arrogância. Então, talvez, fiquemos assim. A arrogância deixa de ser relativa nesses casos.

(credo, que texto meia-boca!)

The Optimistic - 23:41:00 0 comments


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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

"Indian summer... I hate the heat".

Tenho evitado me por a amaldiçoar o verão e esse calor absurdo que se abate por aí. Normalmente, quando exprimo certas idéias me vêm certeiras as acusações de arrogância. Ora, bolas. Simplesmente que não me sinto obrigado a dizer "sim" apenas por respeito ao senso comum.

Estava a rever "Lost in Translation". Minha cena favorita é quando Charlotte anda pelo templo e, em silêncio, as coisas parecem adquirir novo significado, ou ao menos a beleza do lugar parace enuviar e deixar tudo o mais trivial. No início da cena enquanto ela ainda se encontra no trem, usa um fone de ouvido, dando a entender que escuta "Alone in Kyoto" dos franceses do Air.

Daí que sempre tive o costume de, quando necessário, me por a fazer caminhadas com outra companhia que não os fones de ouvido. Nesses tempos, faço meus percusos essencialmente a pé. Ainda que gaste uns bons minutos a mais para chegar aos lugares. No entanto, procuro os lugares movimentados e de bastante gente; nos fones de ouvido algo bastante relaxante. Fica uma sensação entorpecida interessante: tanto movimento e ao mesmo tempo uma placidez incrível. Soa-me como a morte dos sons e o nascimento de um desenho sonoro feito por mim.

Mas, ultimamente, com esse calorão... Impossível dar dois passos sob o sol. Inferno.

The Optimistic - 23:21:00 0 comments


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terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Um grande hiato se abate em minha cabeça. Um sentimento cansado de tentar traduzir tudo. Traduzo tudo o que sinto numa tentativa de espalhar meus pensamentos para ver se fazem sentido. Da outra vez acabei naufragando por certo tempo justamente por detestar a tentação de continuar a ressoar com a mesma freqüência, ou seja: martelar o mesmo assunto. Agora, ocorre novamente. Vou tentar pensar em algo diferente, ao menos dessa vez.

The Optimistic - 01:27:00 0 comments


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Eu.

Philipe

Campos - RJ

Ficção e não-ficção.


Leio:

Green Plastic
Omelete.
Cronicalidades.
Martini Seco.
Hel Looks.
Cafeína.
Cotidianidades.
Perto do Coração Selvagem.
Vida na Islândia.
Amor e Hemáceas.
Actions e Comics.

Recentemente:
|Algumas notas sobre música.|
|Go, Spidey!|
|A quem interessa o meu umbigo?|
|Tempo.|
|Se arrependimento matasse...|
|O Diário do Clima.|
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|O criador e a criatura (não necessariamente nessa ...|
|Before Midnight (2013).|
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