the optimistic

         (living in a glasshouse)

terça-feira, 31 de janeiro de 2006
Como costumava dizer no antigo blog: "E a lição do dia, mais uma vez, vem na voz de Thom Yorke":

"You'd kill yourself for recognition,
kill yourself to never, ever stop
You broke another mirror,
you're turning into something you are not ".

The Optimistic - 23:27:00 0 comments


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quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Pastiche Musical (Los Hermanos)

"Você precisa reagir, não se entregar assim
Como quem nada quer?
Me diz, cadê voce aí?
Não há ninguém capaz de ser isso que você quer
Vencer a luta vã e ser o campeão!
Pois se é no não que se descobre de verdade
o que te sobra além das coisas casuais
Me diz se assim está em paz
Vou levando assim
que o acaso é amigo
do meu coração
quando fala comigo,
quando eu sei ouvir..."

The Optimistic - 09:49:00 0 comments


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sábado, 21 de janeiro de 2006

Guerras Vencidas, sorte questionável.

Dizem ser da manhã bem cedo o melhor horário. Creio, na noite beligerante, guerreando audaz e temerariamente os medos, enrolando o dedo no lençol, embaraçando os cabelos (agora muito curtos para tanto, eu sei) em si mesmos, abraçando o travesseiro com uma paixão desenfreada, olhando para o teto tão escuro quanto as paredes, fazendo dos pensamentos uma brincadeira tediosa, pacificando as raivas reclusas, amordaçando qualquer veleidade de dizer a verdade. Sendo a verdade, em suma.

Então, há um descompasso, um atraso, um revés. Um desses retornos que a vida dá. Driblando os pesadelos, caçando os sonhos. Neves eternas derretendo e descendo a montanha para então se darem conta da existência. Do "em si" até o "para si". Sim, a própria existência. Posto que refaço esse (re)descobrir quase sempre. Não todos os dias, mas muitas vezes. Minha(s) "Hora(s) da Estrela". Não tão sangüinária(s), não tão fatal(is), não tão triste(s).

Faço-me um desses seres maiores. Quase um super-herói, se quer saber a boa da verdade. A kriptonita em vem em fatias e minha Fortaleza da Solidão é qualquer lugar onde possa usar meus fones (outrora amarelos) brancos. Faço-me o bobo, dou importância ao impossível,
escarneço do impossível. Não, não venha me pedir para ser feliz com os trapos. Quero além.

A noite beligerante. Guerras mordazes, batalhas enfadonhas travadas em minha imaginação. Guerreiam os homens, guerras do séc. XX. Sem piedade, sem condescendência, com brutalidade. Torno-me, eu mesmo, meu algoz mais ferrenho. Mato minhas esperanças. Enrolo os dedos no lençol, abraço o travesseiro. Mais uma noite eu venci. Deitado pergunto: são os vencedores os mais sortudos?

The Optimistic - 14:16:00 0 comments


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sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Professor?!

Engraçada essa condição de ver todo dia na sala de aula o seu futuro. Ta, é que eu estudo (na faculade da noite) para ser professor. Então, acho estranho matar aulas tão indiscriminadamente como faço. Sabe o que é? Acho que não vale a pena. Passados uns três anos de uma faculdade e mais dois anos de outra, começo a desconfiar que esse tal de "professor" não vale de nada. Irônico, para não dizer bizarro.

(Na faculdade do dia) Acabo de receber as notas das primeiras provas. Adivinha qual a minha menor nota? Na aula que mais freqüentei. E qual a maior? Na matéria que só fui a uma aula (de corpo presente) e aproveitei todas as outras para comentar os churrascos na sala de aula.

As vezes me sinto culpado de, em uma das faculdades, assistir menos de dez das vinte e três horas de aula que tenho por semana. Sabe o que é? Acho que não vale a pena. Bicho estranho esse tal de professor.

The Optimistic - 23:46:00 0 comments


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Sentimentos Zoombie.

Alguém se lembra daquele filme dos Cavaleiros do Zodíaco em que eles tinham de salvar Saori (Jura?!) de cair em um penhasco que levava para um mundo da morte eterna, com almas-zumbi lhe acompanhando, sombra eterna, um deus malvadão e tudo o mais?

Pois é. Ela caminhava sem controle sobre si própria em direção ao abismo e nada podia pará-la. Há certos aspectos por aqui em que pareço estar assim. Necessito de mais auto-controle.

The Optimistic - 23:43:00 0 comments


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segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Além do Orgulho.

Um espaço aberto que se aglutina a tantos outros e luta feroz por seu lugar. Oras, oras. Pensamento vagabundo esse de tentar ser arredio assim, gratuitamente. Tentativa vã de chamar a atenção pelo desespero, pela necessidade de se fazer notado, de se sentir presente. Será que há muito mais na necessidade de afirmação própria? Ou emana-se um pouco de qualidade alheia?

Há gigantismo na personalidade almejada. Hà uma sensação de pequenez que de tão pequena, faz ainda menor o portador. Massacra, oprime. OPressão. Não há banalidade no uso tão fácil dessa palavra? Sinceramente, não sei. Mas me farto em rugir e gritar que assim me sinto.

Não é um grito fácil porque tem algo de orgulho. Orgulho que se quebranta e se sente ameaçado. É o fim? É lógico que não. Mas, talvez, é só que eu goste de pensar assim. Cada ausência se agiganta até atingir a dimensão exata de um fim nebuloso e abrupto. É só insergurança, e um orgulho que cada vez mais se envergonha. Do portador. E o que há além do orgulho? Uma fronteira ainda não desbravada, um desafio ao explorador.

The Optimistic - 03:08:00 0 comments


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terça-feira, 10 de janeiro de 2006

"A burguesia desempenhou um papel histórico ao jogar por terra todas as relações idílicas, feudais e patriarcais"

Vagueava por entre as estantes de Economia. De repente topei com um livro que há pelo menos uns seis anos não via. "Crise e fim do Socialismo. Bem vinda a Moscou, Nina". Impossível não esboçar um grande sorriso. Esse livro faz parte de uma coleção de paradidáticos que ambienta histórias ficcionais em meio a acontecimentos ao longo da história do Brasil e do Mundo.

Li o livro quando estava na oitava série. Sempre me fascinou a idéia de toda uma sociedade ruir frente a queda de apenas um muro. Ao menos, assim acreditava naquelas épocas. Achei graça da minha inocência e curiosidade infundada. Passou a inocência, hoje me vejo as voltas com dialética, materialismo histórico e correntes marxistas as mais diversas.

O Socialismo REal pouco teve a ver com Marx e, na verdade, Marx pouco disse sobre o socialismo. Não me tornei marxista, tampouco promovo caças aos que compartilham do pensamento. Mas achei graça. Eu de hoje rindo de quem era ontem.

The Optimistic - 23:10:00 0 comments


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Poema de criança de quinta série.

A Dependência

A dependência é má
A dependÊncia é chata
Oh, dependÊncia, por quê existes?
A dependÊncia é uma merda.

The Optimistic - 00:47:00 0 comments


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Ae eu encontro uma razão para sorrir.

Diabos de rollercoaster!

The Optimistic - 00:12:00 0 comments


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Desfaz-se o castelo de cartas. Ignora-se a adoração.

The Optimistic - 00:00:00 0 comments


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sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Acordo tácito entre amigos.

Um noite comum, apenas mais um de tantos outros encontros. Como no passado, o mesmo riso fácil, estribilhos de uma vivência tão pouco desgastada pelos dias. Não havia nada perfeito, porque a normalidade asssim exige. Não havia necessidade de dizer certas coisas. Havia assuntos cuja gravidade os fazia prementes. Sim, conversamos. Sim fizemos diversos comentários. Sim, celebramos em silêncio nossas vidas. Um acordo tácito de cumplicidade entremeava nossas palavras. Por fim, como sempre, beijamos nossos rostos. Dessa vez seu olhar me disse muito. E o silêncio repentino teve a eloqüência que jamais poderíamos ter planejado.

The Optimistic - 01:22:00 0 comments


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Tristes canções.

Ando nervoso pelo quarto. A luz acesa denota, para quem puder observar, minha atvidade noturna. Me aproximo à janela e observo. Nenhuma estrela, nenhuma nuvem se diferencia; coberto por todo está o céu. O negrume se esvanece em um medonho cinza no finalizar da curvatura da abóboda. Tento uma ou outra canção. Dou uma risada ao lembrar de outras palavras, de outros dias. Continuo nervoso.

Não, não há estrelas. Penso então na ausência de quem nunca esteve por aqui. Sinto saudades do que apenas conheço, mas nunca possuí. A consciência necessita de manifestação concreta. Nosso corpo é nossa manifestação no mundo. Nosso corpo como extensão de nossa consciência. Uma agonia rápida e pungente me atinge. Me sinto tolhido de uma liberdade que dentre as mais instintivas é a favorita.

Leio palavras escritas há muito e há muito pouco. Rondo o universo de possibilidades que minha mente fixa e quase obsessiva insiste em desenhar. Planetas inteiros de situações e caminhos a serem seguidos são criados para meu entretenimento. Depois de algumas pistas desenhadas só para apreciar, penso que a normalidade está longe de ser constante e é apenas uma variável de difícil formulação.

Hoje a noite somos canções tristes ressoando solidão, espalhando desvario ao celebrar uma condição que não nos foi imposta, mas sim oferecida e ainda assim a aceitamos. Ampliamos a loucura de mergulhar tão fundo em algo tão superficial. E no fim de tudo, ainda espero que não seja eu o louco a acreditar em reciprocidade em mais uma de tantas unilteralidades que só venho a descobrir quando já fui longe demais.

Trilha Sonora para o post: deixe rolar Ladies And Gentlemen, We're Floating On Airspace do Spirtualized enquanto lê isso.

The Optimistic - 01:18:00 0 comments


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terça-feira, 3 de janeiro de 2006

The lesson today was Acts of Apostles

Aconteceu de novo. Belle And Sebastian no Ano Novo. Acho que vou mudar a tradição de escolher a primeira música do ano para escolher a primeira música-do-Belle-And-Sebastian do ano. Dessa vez foi Act Of The Apostle I. POis é. A música ainda nem foi lançada e lá estava eu ouvindo a estória da menina atrasada para a aula. Coisa estranha. Antecipando em dois meses a canção. E mais estranho ainda: projetar meu ano em cima de dois minutos e um punhado de segundos.

Fazer o quê? Acredito mesmo que vai ser decisivo escolher o que escutar logo nos primeiros minutos do ano. Como sempre, saio correndo da varanda e me tranco no quarto com os phones nos ouvidos. Já deu certo, já foi indiferente, mas nunca deu errado. É 2006. Já ta aí. Terceiro dia e ainda mais um ano sem saber se to fazendo as coisas certas. O ano promete grandes mudanças. Já agora em março vou viver um daqueles momentos decisivos em que se vivesse um filme seria um twist e tanto. Ah, caramba... É só medo mesmo. E desânimo.

Act of The Apostle. "Oh, if I could make sense of it all". Até porque é bem por aí. Eu não faço muita noção do que realmente acontece. Uma coisa há a certeza. The life pursuit. A busca pela vida. Será que 2006 será mesmo da opinião dos escoceses? Não sei. Das referências que considero como os tijolinhos amarelos da estrada que conduz a mim cito mais uma: "Isn't that what life is? The pursuit of a dream?", é aquela moça da L.E. falando com o David em Vanilla Sky. The life pursuit, the pursuit of a dream. Pois é. E qual é o sonho?

2006 ta aí. Para ao menos colocar o sonho em contexto. Afinal, "her worries make everything else seem trivial".

The Optimistic - 01:14:00 0 comments


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Eu.

Philipe

Campos - RJ

Ficção e não-ficção.


Leio:

Green Plastic
Omelete.
Cronicalidades.
Martini Seco.
Hel Looks.
Cafeína.
Cotidianidades.
Perto do Coração Selvagem.
Vida na Islândia.
Amor e Hemáceas.
Actions e Comics.

Recentemente:
|Algumas notas sobre música.|
|Go, Spidey!|
|A quem interessa o meu umbigo?|
|Tempo.|
|Se arrependimento matasse...|
|O Diário do Clima.|
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